domingo, 25 de janeiro de 2026

Dificuldade em manter uma rotina

 Quem leu os últimos posts aqui no blog sabe que escrevi alguns textos sobre metas para 2026 e novos hábitos que quero colocar na minha vida, porém nessas primeiras semanas do mês de Janeiro estou com um pouco de dificuldade de colocar em prática e acredito que isso se deve a minha rotina (ou a falta dela).

 Sempre falei que sou uma pessoa que só funciona com rotina e organização, para minha cabeça funcionar bem e ser produtiva eu preciso saber exatamente o que vou fazer e seguir essa mesma ordem todos os dias, ou seja, ter uma rotina clara na minha vida. Ultimamente não tenho conseguido me dedicar tanto a academia, o único horário que consigo treinar é de manhã, porém estou com uma dificuldade enorme de acordar cedo e provavelmente isso se deve ao fato de também não estar conseguindo dormir cedo e descansar para acordar disposta no outro dia.

Não dormir cedo também tem sido um problema, me dispus a diminuir o tempo de tela e ainda não consegui "desapegar" das redes sociais, aliás acho que meu tempo de tela e meu consumo de conteúdo dessas plataformas aumentou nessas primeiras semanas do ano. O que está indo muito bem por enquanto são as minhas leituras, que estou conseguindo ler diariamente e já estou terminando meu segundo livro do ano.

Como percebi isso durante essa semana que passou, quero voltar "ao foco" logo, voltar a praticar exercícios, voltar com os hobbies e dar um passo por dia para atingir minhas metas para este ano. É importante estar atenta para mudar pequenas coisas no nosso dia a dia que ajudem a atingir nossos objetivos, mas é também é importante tratar esse assunto com leveza para que não se torne algo obrigatório e cause o efeito contrário, que a gente desista de uma vez.

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Resenha: Capitães da Areia - Jorge Amado

 

Livro: Capitães da Areia
Autor: Jorge Amado
Páginas: 171
Editora: Companhia das Letras

 Primeiro livro lido do ano foi o incrível Capitães da Areia, do Jorge Amado. Essa é uma releitura, li esse livro no ensino médio, mas faz tanto tempo e agora mais velha, com outra mentalidade resolvi reler para ter outra visão dessa história sensacional.

O autor Jorge Amado é um dos autores nacionais mais conhecidos no Brasil e no mundo, ele escreveu mais de 49 livros, muitos famosos como Dona Flor e seus Dois Maridos, Gabriela e Tieta do Agreste e o próprio Capitães da Areia, suas obras foram levadas para mais de 80 países e traduzida em 49 idiomas. 

Esse foi o único livro do autor que li até agora e eu gosto muito dele. A história é sobre um grupo de garotos denominados "Capitães da Areia" que moram em um trapiche, numa praia em Salvador. Eles são crianças e adolescentes que não tem família e se juntaram para tentar sobreviver, eles cuidam uns dos outros, são uma família. 

O grupo é liderado por Pedro Bala, o mais velho dos garotos, junto com ele conhecemos o Professor que é um dos poucos (talvez o único) dos meninos que sabe ler, esses dois são os mais velhos do grupos e de alguma forma são os líderes, são eles que elaboram e organizam os planos, que distribuem as funções entre os demais meninos. Além destes, também conhecemos o Sem Pernas, que é um menino mais novo que Pedro Bala e Professor, mas que também já sofreu muito, por ser órfão e coxo (manco) já foi ridicularizado nas ruas e apanhou dos policiais, isso faz com que ele seja um dos mais violentos do grupo. 

Dentre tanta desigualdade social e principalmente descaso da sociedade para com esses meninos, também temos personagens que tentam ajudá-los de alguma forma, é o caso da mãe de santo Don'Aninha que sempre vai visitá-los no trapiche. Também é o caso do padre José Pedro que mesmo com os poucos recursos da igreja tenta dar um pouco de conforto para o físico e o espiritual dos meninos. O único que realmente ouve o padre é um menino chamado Pirulito, que sempre se apegou a Deus e que mesmo no trapiche possui diversas imagens de santos que reza todas as noites.

Somos apresentados a muitos personagens neste livro e também somos apresentados a história deles, de como eles chegaram até este ponto. A sociedade encara os Capitães da Areia como marginais, como criminosos, mas nenhuma das autoridades buscaram saber o que levou eles a essa situação , se fugiram de casa pelos maus tratos, se ficaram órfãos, se estava passando fome em casa, nada disso foi questionado. Só apontaram o dedo para esses meninos e buscavam uma forma de capturá-los e puni-los, sem pensar em como mudar a vida deles para melhor ou até mesmo evitar que outros jovens passem por essa situação.

No livro cada um dos personagens principais conforme vai crescendo e amadurecendo busca seu próprio caminho, uns mudam de cidade, outros buscam emprego ou uma ocupação. E outros meninos mais novos vão chegando e assumindo o lugar daqueles que saíram, ou seja, essa desigualdade nunca terá fim. Enquanto a sociedade não olhar para esses meninos com outros olhos e buscar ajudá-los os capitães da areia sempre irão existir e não somente na Bahia, mas em todo lugar do Brasil e do mundo. 

domingo, 11 de janeiro de 2026

Quando eu percebi que menos é mais

 Esse título ficou meio vago, mas faz todo sentido. Quem me conhece fora da internet, na minha vida real, sabe que durante anos fui uma pessoa totalmente consumista e acumuladora, porém após sair da casa dos meus pais para casar percebi o excesso de coisas que tinha e como esse excesso me sufocava dia após dia.

Sou muito grata pela infância que tive, pelo carinho e amor que recebi dos meus pais, avós e demais familiares, por ter muitos primos e ser a mais nova de todos sempre recebíamos em casa muitas roupas, brinquedos, material escolar e tudo mais que vinha passando de primo para primo. Então , sempre tive muita coisa em casa, quando minhas primas já estavam “moças” comecei a ganhar maquiagem, esmaltes, bolsas e tudo mais o que imaginar, isso me encantava os olhos e mal podia esperar para comprar as minhas coisas também.

Comecei a trabalhar com dezessete anos e como ainda não fazia faculdade, após ajudar em casa o restante do meu salário eu gastava com coisas, roupas, maquiagens, sapato etc. Depois de uns anos nesse ritmo, em 2017 saí da casa dos meus pais para casar e ao fazer as malas percebi a enorme quantidade de coisas que eu tinha, que era uma bagunça “escondida”, já que a casa dos meus pais era grande, tinha um quarto só para mim e que agora estava indo morar no apartamento e iria dividi-lo com meu esposo. Essa situação me assustou muito e foi aí que tive a virada de chave sobre o quanto consumia de forma impensada e exagerada.

No apartamento muitas das minhas coisas não tinham lugares para ser guardadas, o lugar delas era numa caixa num cantinho ou uma caixa em cima do guarda-roupa porque simplesmente não tinha espaço, porém nesses últimos anos mudei bastante minha relação com o consumo. Primeiro uma mudança de mentalidade, de me entender e entender o que eu realmente gosto e consumo e do que é tralha e dos gatilhos que me fazem consumir em excesso. Não tem sido fácil porque já cometi alguns deslizes, mas também não tem sido tão difícil assim não, é uma sensação muito boa estar em um ambiente limpo, organizado, “com pouca informação”.

O minimalismo, ou melhor, a filosofia de vida minimalista, de só comprar, ter e consumir aquilo que faz sentido para você e para sua vida tem me ajudado muito, inclusive até na minha ansiedade, que sempre dava crise quando observava o ambiente em que vivia. Fora que agora tenho outros interesses, consigo passar mais tempo com meu esposo, com meus pais, fazer outras atividades que me fazem bem e me dão mais prazer que simplesmente comprar.

Trouxe essa reflexão pois agora em 2026 iremos nos mudar de apartamento, iremos para um outro que é um pouco maior e até lá quero diminuir ainda mais minhas coisas, quero terminar com vários cosméticos que tenho aqui, usar as roupas que já tenho aqui e quando chegar a hora na mudança só vá o essencial e o que faça sentido para minha família e para mim.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie

 

Livro: Assassinato no Expresso Oriente
Autor: Agatha Christie
Páginas: 196
Editora: Haper Collins

 A resenha de hoje é sobre o meu livro favorito da rainha do crime, Agatha Christie, ao longo de sua carreira ela publicou mais de 60 romances policiais, sendo traduzida para mais de 100 idiomas e sendo reconhecida no mundo todo. Dos livros que já li dela este foi o primeiro e com certeza é o meu favorito, tanto que depois de anos resolvi fazer a releitura.

O livro é mais uma história que conta a participação do famoso detetive Hercule Poirot, ele estava em viagem de Aleppo, na Síria, para Istambul, na Turquia, quando recebe um telegrama pedindo seu retorno a Londres, na Inglaterra. Devido a isso ele precisa pegar o trem Expresso do Oriente para fazer essa viagem, porém durante o percurso o trem simplesmente para e fica preso devido a forte nevasca.

Isso não seria um grande problema, mas nesse meio tempo um assassinato aconteceu dentro do trem, na primeira classe, e o assassino é um dos passageiros e pior, continua embarcado, já que com a forte nevasca é impossível entrar ao sair do trem. É após esse fato que Poirot entra em ação e assume o caso a pedido do seu amigo e diretor da companhia. O trem encontra-se ilhado pela neve, sem previsão para continuar a viagem e além disto, eles estão incomunicáveis, o que torna tudo ainda mais difícil já que não é possível checar as informações passadas pelos passageiros e funcionários.

Usando seu incrível raciocínio lógico e sua experiência profissional, Poirot pega as informações pessoais e colhe o depoimento de todos os passageiros, inclusive descobre a verdadeira identidade do morto e seu passado criminoso, fato que pode ser o motivo de tudo que está acontecendo. Após essa descoberta as investigações de Poirot tomam outro rumo, ele começa a olhar de forma diferente os outros passageiros, inclusive suspeita de vários, mas todos possuem álibis, o que torna tudo mais difícil e ao mesmo tempo curioso, já que nenhum dos passageiros diz conhecer o morto e não tem motivos para matá-lo. 

O desenrolar do livro é bem rápido, a história fica emocionante e conforme vários fatos vão sendo descobertos, não consegui parar de ler até terminar e saber o verdadeiro desfecho da história. Sou suspeita para falar porque romance policiais são meu gênero favorito, mas este livro da Agatha Christie me pegou desprevenida na primeira vez que li e agora não foi diferente, pois mesmo sabendo do desfecho, prestei a atenção em detalhes que passaram batido na primeira leitura.