domingo, 1 de fevereiro de 2026

Resenha: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid

 

Livro: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo
Autor: Taylor Jenkins Reid 
Páginas: 398
Editora: Editora Paralela

A resenha de hoje é sobre este livro que estava nas minhas listas a bastante tempo e agora no início do ano resolvi pegar para ler. Este é o primeiro livro que leio desta autora e fiquei com vontade de conhecer a história principalmente pelo fato da personagem principal ter o mesmo nome que eu e também por ver todo mundo falando dele.

O livro conta a história da estrela de cinema Evelyn Hugo, mas não de uma forma comum, atualmente a atriz com quase oitenta anos vive em seu apartamento e após ficar reclusa durante muitos anos, decide conceder uma entrevista exclusiva, mas com uma condição. Essa entrevista somente pode ser concedida para a jornalista Monique Grant, que atualmente trabalha numa revista de moda chamada Vivant. O interessante dessa história é que Monique não é uma jornalista conhecida, ela tem 35 anos e não tem um carreira consolidada e fica surpresa do porque foi escolhida para essa missão.

Ao iniciar a entrevista, Monique descobre que a real intenção de Evelyn nunca foi conceder uma entrevista e sim que Monique escreva uma biografia exclusiva e que reproduza com clareza toda a sua história, e que história, Evelyn foi casada sete vezes e cada capítulo é destinado a um dos maridos, ela fez de tudo, independente de ser considerado bom ou ruim, para alcançar seus objetivos. Apesar de ser casada tantas vezes, o seu verdadeiro amor não foi nenhum de seus maridos e talvez esse tenha sido o maior desafio da vida de Evelyn, aquele que ela não conseguiu superar, ficar ao lado de quem realmente ama.

 O que mais me prendeu nesse livro é que tem momentos em que realmente parece que você está lendo uma biografia de uma pessoa, de uma pessoa extremamente complexa, que vive seus próprios conflitos internos, que abre mão de muitas coisas para alcançar seus objetivos, mas mesmo assim a Evelyn não é mostrada como heroína ou como mocinha, muito pelo contrário, muitas decisões que ela tomou são totalmente questionáveis e duvidosas, mas compreensíveis dependendo da situação.

Ao passo disso, também temos a história de muitos outros personagens que são tão interessantes quanto a própria Evelyn, inclusive a própria jornalista Monique tem seus conflitos e usa a personalidade de Evelyn como exemplo para tomar decisões importantes na sua vida. 

Recomendo muito esse livro, foi uma leitura rápida e muito legal, eu realmente gostei da Evelyn e por diversas vezes me perguntei se ela não foi uma atriz de verdade e se o livro realmente não era uma biografia de verdade.  

domingo, 25 de janeiro de 2026

Dificuldade em manter uma rotina

 Quem leu os últimos posts aqui no blog sabe que escrevi alguns textos sobre metas para 2026 e novos hábitos que quero colocar na minha vida, porém nessas primeiras semanas do mês de Janeiro estou com um pouco de dificuldade de colocar em prática e acredito que isso se deve a minha rotina (ou a falta dela).

 Sempre falei que sou uma pessoa que só funciona com rotina e organização, para minha cabeça funcionar bem e ser produtiva eu preciso saber exatamente o que vou fazer e seguir essa mesma ordem todos os dias, ou seja, ter uma rotina clara na minha vida. Ultimamente não tenho conseguido me dedicar tanto a academia, o único horário que consigo treinar é de manhã, porém estou com uma dificuldade enorme de acordar cedo e provavelmente isso se deve ao fato de também não estar conseguindo dormir cedo e descansar para acordar disposta no outro dia.

Não dormir cedo também tem sido um problema, me dispus a diminuir o tempo de tela e ainda não consegui "desapegar" das redes sociais, aliás acho que meu tempo de tela e meu consumo de conteúdo dessas plataformas aumentou nessas primeiras semanas do ano. O que está indo muito bem por enquanto são as minhas leituras, que estou conseguindo ler diariamente e já estou terminando meu segundo livro do ano.

Como percebi isso durante essa semana que passou, quero voltar "ao foco" logo, voltar a praticar exercícios, voltar com os hobbies e dar um passo por dia para atingir minhas metas para este ano. É importante estar atenta para mudar pequenas coisas no nosso dia a dia que ajudem a atingir nossos objetivos, mas é também é importante tratar esse assunto com leveza para que não se torne algo obrigatório e cause o efeito contrário, que a gente desista de uma vez.

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Resenha: Capitães da Areia - Jorge Amado

 

Livro: Capitães da Areia
Autor: Jorge Amado
Páginas: 171
Editora: Companhia das Letras

 Primeiro livro lido do ano foi o incrível Capitães da Areia, do Jorge Amado. Essa é uma releitura, li esse livro no ensino médio, mas faz tanto tempo e agora mais velha, com outra mentalidade resolvi reler para ter outra visão dessa história sensacional.

O autor Jorge Amado é um dos autores nacionais mais conhecidos no Brasil e no mundo, ele escreveu mais de 49 livros, muitos famosos como Dona Flor e seus Dois Maridos, Gabriela e Tieta do Agreste e o próprio Capitães da Areia, suas obras foram levadas para mais de 80 países e traduzida em 49 idiomas. 

Esse foi o único livro do autor que li até agora e eu gosto muito dele. A história é sobre um grupo de garotos denominados "Capitães da Areia" que moram em um trapiche, numa praia em Salvador. Eles são crianças e adolescentes que não tem família e se juntaram para tentar sobreviver, eles cuidam uns dos outros, são uma família. 

O grupo é liderado por Pedro Bala, o mais velho dos garotos, junto com ele conhecemos o Professor que é um dos poucos (talvez o único) dos meninos que sabe ler, esses dois são os mais velhos do grupos e de alguma forma são os líderes, são eles que elaboram e organizam os planos, que distribuem as funções entre os demais meninos. Além destes, também conhecemos o Sem Pernas, que é um menino mais novo que Pedro Bala e Professor, mas que também já sofreu muito, por ser órfão e coxo (manco) já foi ridicularizado nas ruas e apanhou dos policiais, isso faz com que ele seja um dos mais violentos do grupo. 

Dentre tanta desigualdade social e principalmente descaso da sociedade para com esses meninos, também temos personagens que tentam ajudá-los de alguma forma, é o caso da mãe de santo Don'Aninha que sempre vai visitá-los no trapiche. Também é o caso do padre José Pedro que mesmo com os poucos recursos da igreja tenta dar um pouco de conforto para o físico e o espiritual dos meninos. O único que realmente ouve o padre é um menino chamado Pirulito, que sempre se apegou a Deus e que mesmo no trapiche possui diversas imagens de santos que reza todas as noites.

Somos apresentados a muitos personagens neste livro e também somos apresentados a história deles, de como eles chegaram até este ponto. A sociedade encara os Capitães da Areia como marginais, como criminosos, mas nenhuma das autoridades buscaram saber o que levou eles a essa situação , se fugiram de casa pelos maus tratos, se ficaram órfãos, se estava passando fome em casa, nada disso foi questionado. Só apontaram o dedo para esses meninos e buscavam uma forma de capturá-los e puni-los, sem pensar em como mudar a vida deles para melhor ou até mesmo evitar que outros jovens passem por essa situação.

No livro cada um dos personagens principais conforme vai crescendo e amadurecendo busca seu próprio caminho, uns mudam de cidade, outros buscam emprego ou uma ocupação. E outros meninos mais novos vão chegando e assumindo o lugar daqueles que saíram, ou seja, essa desigualdade nunca terá fim. Enquanto a sociedade não olhar para esses meninos com outros olhos e buscar ajudá-los os capitães da areia sempre irão existir e não somente na Bahia, mas em todo lugar do Brasil e do mundo. 

domingo, 11 de janeiro de 2026

Quando eu percebi que menos é mais

 Esse título ficou meio vago, mas faz todo sentido. Quem me conhece fora da internet, na minha vida real, sabe que durante anos fui uma pessoa totalmente consumista e acumuladora, porém após sair da casa dos meus pais para casar percebi o excesso de coisas que tinha e como esse excesso me sufocava dia após dia.

Sou muito grata pela infância que tive, pelo carinho e amor que recebi dos meus pais, avós e demais familiares, por ter muitos primos e ser a mais nova de todos sempre recebíamos em casa muitas roupas, brinquedos, material escolar e tudo mais que vinha passando de primo para primo. Então , sempre tive muita coisa em casa, quando minhas primas já estavam “moças” comecei a ganhar maquiagem, esmaltes, bolsas e tudo mais o que imaginar, isso me encantava os olhos e mal podia esperar para comprar as minhas coisas também.

Comecei a trabalhar com dezessete anos e como ainda não fazia faculdade, após ajudar em casa o restante do meu salário eu gastava com coisas, roupas, maquiagens, sapato etc. Depois de uns anos nesse ritmo, em 2017 saí da casa dos meus pais para casar e ao fazer as malas percebi a enorme quantidade de coisas que eu tinha, que era uma bagunça “escondida”, já que a casa dos meus pais era grande, tinha um quarto só para mim e que agora estava indo morar no apartamento e iria dividi-lo com meu esposo. Essa situação me assustou muito e foi aí que tive a virada de chave sobre o quanto consumia de forma impensada e exagerada.

No apartamento muitas das minhas coisas não tinham lugares para ser guardadas, o lugar delas era numa caixa num cantinho ou uma caixa em cima do guarda-roupa porque simplesmente não tinha espaço, porém nesses últimos anos mudei bastante minha relação com o consumo. Primeiro uma mudança de mentalidade, de me entender e entender o que eu realmente gosto e consumo e do que é tralha e dos gatilhos que me fazem consumir em excesso. Não tem sido fácil porque já cometi alguns deslizes, mas também não tem sido tão difícil assim não, é uma sensação muito boa estar em um ambiente limpo, organizado, “com pouca informação”.

O minimalismo, ou melhor, a filosofia de vida minimalista, de só comprar, ter e consumir aquilo que faz sentido para você e para sua vida tem me ajudado muito, inclusive até na minha ansiedade, que sempre dava crise quando observava o ambiente em que vivia. Fora que agora tenho outros interesses, consigo passar mais tempo com meu esposo, com meus pais, fazer outras atividades que me fazem bem e me dão mais prazer que simplesmente comprar.

Trouxe essa reflexão pois agora em 2026 iremos nos mudar de apartamento, iremos para um outro que é um pouco maior e até lá quero diminuir ainda mais minhas coisas, quero terminar com vários cosméticos que tenho aqui, usar as roupas que já tenho aqui e quando chegar a hora na mudança só vá o essencial e o que faça sentido para minha família e para mim.