domingo, 8 de fevereiro de 2026

Minimalismo - Produtos Acabados #1

 Uma das minhas metas para este ano é utilizar tudo que eu tenho em casa, seja cosméticos, roupas, utensílios, para quando fizermos nossa mudança de apartamento, levarmos somente o necessário e o que é útil. Pensando nisso, me propus a não comprar nada de cosméticos este ano, utilizar tudo que tenho e só comprar caso termine e não tenha nenhum similar ou outro produto para substituir.

Agora em Janeiro consegui terminar com uma boa quantidade de produtos, muitos desses já viraram o ano com pouco e agora este mês consegui terminar. Resolvi listá-los para ter o controle do que consegui terminar durante este ano:

 


1- Creme Hidratante Uva - Skala: Amei este creme, pelo pote ter um 1kg demorei alguns meses para terminar, isso porque uso diariamente. Só não comprarei novamente porque existem outros produtos desta linha que quero testar;

2- Tônico Facil Adstringente - Avon: Amo esse produto, ele acaba e eu compro outro. Já uso ha anos, produtos de skincare são com certeza os produtos que consigo terminar mais facilmente, comprarei outro desse logo que terminar os outros que tenho parado aqui;

3 - Super Secante - Anita: Produto para as unhas, achei o resultado normal, não consegui notar se minhas unhas secaram mais rápido ou não. Demorou alguns meses para terminar, apesar de usar semanalmente.

4- Body Splash Chocolate com Pimenta - Porán: Paguei R$ 12,00 nesse body splash em uma loja onde tudo custa R$ 12,00, para mim super valeu a pena, usei e consegui terminar com ele em uns quatro meses. Só não compro outro, porque ainda tenho alguns para usar e terminar;

5- Creme Multirreparador Calmante - Botik: Peguei esse creme de brinde no Boticário, ficou parado por um tempo e comecei a usá-lo na nossa viagem de final de ano, por ser uma embalagem pequena. Consegui usar alguns vezes e já terminei;

6- Sabonete Gel de Limpeza Facial - Avon: Esse produto faz par com o tônico que também terminei, eles são a minha dupla  infalível, em outras épocas já iria comprar outro, mas tenho outros sabonetes para terminar;

7- Vitamina C com Colágeno - Milcy Cosméticos: Ganhei essa amostra num kit que ganhei no final do ano, apesar de pequeno esse produto rendeú umas três ou quatro aplicações;

8- Sérum Fortalecedor - Anita: Também ganhei esse produto, mas não gostei de usá-lo, não notei diferença, aliás muito pelo contrário, senti o efeito totalmente contrário do que prometido. 

 Não é tipo de conteúdo que trago aqui, mas como por diversas vezes citei o minimalismo aqui e o consumir menos, achei interessante compartilhar os produtos que terminei. Espero que no decorrer do ano possa terminar com muitos outros e ficar somente com o essencial. 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Resenha: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid

 

Livro: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo
Autor: Taylor Jenkins Reid 
Páginas: 398
Editora: Editora Paralela

A resenha de hoje é sobre este livro que estava nas minhas listas a bastante tempo e agora no início do ano resolvi pegar para ler. Este é o primeiro livro que leio desta autora e fiquei com vontade de conhecer a história principalmente pelo fato da personagem principal ter o mesmo nome que eu e também por ver todo mundo falando dele.

O livro conta a história da estrela de cinema Evelyn Hugo, mas não de uma forma comum, atualmente a atriz com quase oitenta anos vive em seu apartamento e após ficar reclusa durante muitos anos, decide conceder uma entrevista exclusiva, mas com uma condição. Essa entrevista somente pode ser concedida para a jornalista Monique Grant, que atualmente trabalha numa revista de moda chamada Vivant. O interessante dessa história é que Monique não é uma jornalista conhecida, ela tem 35 anos e não tem um carreira consolidada e fica surpresa do porque foi escolhida para essa missão.

Ao iniciar a entrevista, Monique descobre que a real intenção de Evelyn nunca foi conceder uma entrevista e sim que Monique escreva uma biografia exclusiva e que reproduza com clareza toda a sua história, e que história, Evelyn foi casada sete vezes e cada capítulo é destinado a um dos maridos, ela fez de tudo, independente de ser considerado bom ou ruim, para alcançar seus objetivos. Apesar de ser casada tantas vezes, o seu verdadeiro amor não foi nenhum de seus maridos e talvez esse tenha sido o maior desafio da vida de Evelyn, aquele que ela não conseguiu superar, ficar ao lado de quem realmente ama.

 O que mais me prendeu nesse livro é que tem momentos em que realmente parece que você está lendo uma biografia de uma pessoa, de uma pessoa extremamente complexa, que vive seus próprios conflitos internos, que abre mão de muitas coisas para alcançar seus objetivos, mas mesmo assim a Evelyn não é mostrada como heroína ou como mocinha, muito pelo contrário, muitas decisões que ela tomou são totalmente questionáveis e duvidosas, mas compreensíveis dependendo da situação.

Ao passo disso, também temos a história de muitos outros personagens que são tão interessantes quanto a própria Evelyn, inclusive a própria jornalista Monique tem seus conflitos e usa a personalidade de Evelyn como exemplo para tomar decisões importantes na sua vida. 

Recomendo muito esse livro, foi uma leitura rápida e muito legal, eu realmente gostei da Evelyn e por diversas vezes me perguntei se ela não foi uma atriz de verdade e se o livro realmente não era uma biografia de verdade.  

domingo, 25 de janeiro de 2026

Dificuldade em manter uma rotina

 Quem leu os últimos posts aqui no blog sabe que escrevi alguns textos sobre metas para 2026 e novos hábitos que quero colocar na minha vida, porém nessas primeiras semanas do mês de Janeiro estou com um pouco de dificuldade de colocar em prática e acredito que isso se deve a minha rotina (ou a falta dela).

 Sempre falei que sou uma pessoa que só funciona com rotina e organização, para minha cabeça funcionar bem e ser produtiva eu preciso saber exatamente o que vou fazer e seguir essa mesma ordem todos os dias, ou seja, ter uma rotina clara na minha vida. Ultimamente não tenho conseguido me dedicar tanto a academia, o único horário que consigo treinar é de manhã, porém estou com uma dificuldade enorme de acordar cedo e provavelmente isso se deve ao fato de também não estar conseguindo dormir cedo e descansar para acordar disposta no outro dia.

Não dormir cedo também tem sido um problema, me dispus a diminuir o tempo de tela e ainda não consegui "desapegar" das redes sociais, aliás acho que meu tempo de tela e meu consumo de conteúdo dessas plataformas aumentou nessas primeiras semanas do ano. O que está indo muito bem por enquanto são as minhas leituras, que estou conseguindo ler diariamente e já estou terminando meu segundo livro do ano.

Como percebi isso durante essa semana que passou, quero voltar "ao foco" logo, voltar a praticar exercícios, voltar com os hobbies e dar um passo por dia para atingir minhas metas para este ano. É importante estar atenta para mudar pequenas coisas no nosso dia a dia que ajudem a atingir nossos objetivos, mas é também é importante tratar esse assunto com leveza para que não se torne algo obrigatório e cause o efeito contrário, que a gente desista de uma vez.

 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Resenha: Capitães da Areia - Jorge Amado

 

Livro: Capitães da Areia
Autor: Jorge Amado
Páginas: 171
Editora: Companhia das Letras

 Primeiro livro lido do ano foi o incrível Capitães da Areia, do Jorge Amado. Essa é uma releitura, li esse livro no ensino médio, mas faz tanto tempo e agora mais velha, com outra mentalidade resolvi reler para ter outra visão dessa história sensacional.

O autor Jorge Amado é um dos autores nacionais mais conhecidos no Brasil e no mundo, ele escreveu mais de 49 livros, muitos famosos como Dona Flor e seus Dois Maridos, Gabriela e Tieta do Agreste e o próprio Capitães da Areia, suas obras foram levadas para mais de 80 países e traduzida em 49 idiomas. 

Esse foi o único livro do autor que li até agora e eu gosto muito dele. A história é sobre um grupo de garotos denominados "Capitães da Areia" que moram em um trapiche, numa praia em Salvador. Eles são crianças e adolescentes que não tem família e se juntaram para tentar sobreviver, eles cuidam uns dos outros, são uma família. 

O grupo é liderado por Pedro Bala, o mais velho dos garotos, junto com ele conhecemos o Professor que é um dos poucos (talvez o único) dos meninos que sabe ler, esses dois são os mais velhos do grupos e de alguma forma são os líderes, são eles que elaboram e organizam os planos, que distribuem as funções entre os demais meninos. Além destes, também conhecemos o Sem Pernas, que é um menino mais novo que Pedro Bala e Professor, mas que também já sofreu muito, por ser órfão e coxo (manco) já foi ridicularizado nas ruas e apanhou dos policiais, isso faz com que ele seja um dos mais violentos do grupo. 

Dentre tanta desigualdade social e principalmente descaso da sociedade para com esses meninos, também temos personagens que tentam ajudá-los de alguma forma, é o caso da mãe de santo Don'Aninha que sempre vai visitá-los no trapiche. Também é o caso do padre José Pedro que mesmo com os poucos recursos da igreja tenta dar um pouco de conforto para o físico e o espiritual dos meninos. O único que realmente ouve o padre é um menino chamado Pirulito, que sempre se apegou a Deus e que mesmo no trapiche possui diversas imagens de santos que reza todas as noites.

Somos apresentados a muitos personagens neste livro e também somos apresentados a história deles, de como eles chegaram até este ponto. A sociedade encara os Capitães da Areia como marginais, como criminosos, mas nenhuma das autoridades buscaram saber o que levou eles a essa situação , se fugiram de casa pelos maus tratos, se ficaram órfãos, se estava passando fome em casa, nada disso foi questionado. Só apontaram o dedo para esses meninos e buscavam uma forma de capturá-los e puni-los, sem pensar em como mudar a vida deles para melhor ou até mesmo evitar que outros jovens passem por essa situação.

No livro cada um dos personagens principais conforme vai crescendo e amadurecendo busca seu próprio caminho, uns mudam de cidade, outros buscam emprego ou uma ocupação. E outros meninos mais novos vão chegando e assumindo o lugar daqueles que saíram, ou seja, essa desigualdade nunca terá fim. Enquanto a sociedade não olhar para esses meninos com outros olhos e buscar ajudá-los os capitães da areia sempre irão existir e não somente na Bahia, mas em todo lugar do Brasil e do mundo.