domingo, 11 de janeiro de 2026

Quando eu percebi que menos é mais

 Esse título ficou meio vago, mas faz todo sentido. Quem me conhece fora da internet, na minha vida real, sabe que durante anos fui uma pessoa totalmente consumista e acumuladora, porém após sair da casa dos meus pais para casar percebi o excesso de coisas que tinha e como esse excesso me sufocava dia após dia.

Sou muito grata pela infância que tive, pelo carinho e amor que recebi dos meus pais, avós e demais familiares, por ter muitos primos e ser a mais nova de todos sempre recebíamos em casa muitas roupas, brinquedos, material escolar e tudo mais que vinha passando de primo para primo. Então , sempre tive muita coisa em casa, quando minhas primas já estavam “moças” comecei a ganhar maquiagem, esmaltes, bolsas e tudo mais o que imaginar, isso me encantava os olhos e mal podia esperar para comprar as minhas coisas também.

Comecei a trabalhar com dezessete anos e como ainda não fazia faculdade, após ajudar em casa o restante do meu salário eu gastava com coisas, roupas, maquiagens, sapato etc. Depois de uns anos nesse ritmo, em 2017 saí da casa dos meus pais para casar e ao fazer as malas percebi a enorme quantidade de coisas que eu tinha, que era uma bagunça “escondida”, já que a casa dos meus pais era grande, tinha um quarto só para mim e que agora estava indo morar no apartamento e iria dividi-lo com meu esposo. Essa situação me assustou muito e foi aí que tive a virada de chave sobre o quanto consumia de forma impensada e exagerada.

No apartamento muitas das minhas coisas não tinham lugares para ser guardadas, o lugar delas era numa caixa num cantinho ou uma caixa em cima do guarda-roupa porque simplesmente não tinha espaço, porém nesses últimos anos mudei bastante minha relação com o consumo. Primeiro uma mudança de mentalidade, de me entender e entender o que eu realmente gosto e consumo e do que é tralha e dos gatilhos que me fazem consumir em excesso. Não tem sido fácil porque já cometi alguns deslizes, mas também não tem sido tão difícil assim não, é uma sensação muito boa estar em um ambiente limpo, organizado, “com pouca informação”.

O minimalismo, ou melhor, a filosofia de vida minimalista, de só comprar, ter e consumir aquilo que faz sentido para você e para sua vida tem me ajudado muito, inclusive até na minha ansiedade, que sempre dava crise quando observava o ambiente em que vivia. Fora que agora tenho outros interesses, consigo passar mais tempo com meu esposo, com meus pais, fazer outras atividades que me fazem bem e me dão mais prazer que simplesmente comprar.

Trouxe essa reflexão pois agora em 2026 iremos nos mudar de apartamento, iremos para um outro que é um pouco maior e até lá quero diminuir ainda mais minhas coisas, quero terminar com vários cosméticos que tenho aqui, usar as roupas que já tenho aqui e quando chegar a hora na mudança só vá o essencial e o que faça sentido para minha família e para mim.

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